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O Terceiro Milagre Exclusivo e Identificatório do Messias: A cura de um HOMEM QUE NASCEU CEGO.

A. Introdução

O terceiro milagre exclusivo e identificatório do Messias foi curar alguém que nasceu cego. Ele não simplesmente curou alguém que ficou cego depois de um tempo enxergando tudo, porém curou alguém que nasceu cego, e este foi um milagre exclusivo e identificatório do Messias. Vários detalhes desse terceiro milagre exclusivo e identificatório do Messias são dados em João 9: 1-41. Este longo capítulo pode ser dividido em cinco segmentos específicos.

B. A Cura Física de um Homem que Nasceu Cego

A primeira parte dos versos de 1-12, registram a cura física. Em João 9:1-5 nós lemos: E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.

Este incidente ocorreu em um dia de Sábado, com eles andando nas ruas de Jerusalém e vendo um homem que havia nascido cego. Não era somente um Sábado, mas era também um período da Festa dos Tabernáculos, fazendo com que aquele Sábado fosse ainda muito mais sagrado ou "um Sábado especial".

O questionamento dos apóstolos parece ser muito estranho, "quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?". Quem cometeu tão terrível pecado para que este homem nascesse cego? A estranheza nessa questão não era a pergunta se os pais haviam pecado causando o seu nascimento cego. Este era um princípio da Lei Mosaica em Êxodo 34:6-7 onde Deus visita os pecados dos pais "nos filhos e nos filhos dos filhos, até a terceira e quarta gerações". É concebível que os pais tenham cometido algum pecado específico e Deus tenha visitado esse pecado em seus filhos, causando a cegueira nos filhos. O defeito da cegueira ao nascimento pode ter sido um resultado de um pecado específico cometido por seus pais.

Portanto, não é estranha essa parte do questionamento. Porém a questão não é meramente, "Os pais dele pecaram e ele nasceu cego?" porém eles também perguntaram "Ou foi esse homem que pecou e nasceu cego?". Esta é a parte estranha do questionamento. Como pode ele ter pecado primeiro antes de nascer cego? O Judaísmo nunca ensinou a doutrina da reencarnação. Na luz dos fatos, como ele poderia pecar antes de ter nascido?

O questionamento feito pelos discípulos refletia a má condição do Judaísmo Farisaico nos dias em que eles cresceram. De acordo com o Judaísmo Farisaico, um nascimento defeituoso, tal como nascer cego, era devido a um pecado específico, tanto cometido pelos pais ou cometido pelo indivíduo antes de nascer. Porém, de novo, como poderia um indivíduo ter pecado antes e então ter nascido cego? De acordo com o Judaísmo Farisaico, na concepção, o feto tinha duas inclinações. Em Hebreu, ele era chamado yetzer hara, que significa "a inclinação para o mal", e yetzer hatov, "a inclinação para o bem". Essas duas inclinações estavam sempre presentes dentro de um novo ser humano que foi concebido em um útero. Durante os nove meses de desenvolvimento dentro do útero da mãe, existe um esforço pelo controle entre as duas inclinações. Era possível que a inclinação para o mal levou a melhor sobre feto; e, em um estado de animosidade ou raiva para com sua mãe, ele a chutou enquanto ele ainda estava dentro do útero dela. Por causa deste ato de pecado, por causa deste ato de animosidade, ele nasceu cego. O questionamento dos discípulos reflete a má condição do Judaísmo Farisaico no qual eles nasceram. Eles poderiam perguntar também "Este homem pecou enquanto estava ainda no útero, ou o pecado de seus pais causou o seu nascimento cego?".

Os discípulos foram culpados de duas crenças erradas. A primeira foi aceitar o ensinamento farisaico de que a criança poderia pecar dentro do útero de sua mãe chutando-a e, portanto nascer cega. A segunda era que um defeito de nascimento, tal como nascer cego, tem sempre que ser devido a algum específico e terrível pecado da própria pessoa ou dos seus pais.

No verso três, Jesus dissipa o Farisaísmo rapidamente: … Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.

Em outras palavras, ele não nasceu cego por causa de algum específico pecado cometido por seus pais ou por ele.

Sem dúvida, todos os problemas físicos são devido à queda de Adão e são resultados de um problema geral do pecado e da queda da humanidade. O homem morre devido ao pecado em geral da humanidade, devido a ser descendente de Adão. Contudo, dizer que um defeito específico de nascimento, enfermidade, doença ou injúria é sempre devido a um pecado em particular ou um demônio em particular é ensinamento falacioso. Jesus claramente dissipa estes ensinamentos dizendo que este homem não pecou, nem seus pais pecaram. Pelo contrário, Deus providenciou para que este homem nascesse cego para que Deus pudesse demonstrar Sua glória realizando uma grande obra.

Tendo dispersado e corrigido a falsa teologia de Seus discípulos, Ele então procedeu a cura. Ele escolheu curar o homem de uma forma nunca vista antes, até aquele momento homem nenhum nunca havia chegado a ver tal forma de cura. Jesus cuspiu no solo, misturou o cuspe com a terra; Ele formou uma pasta de barro e então a esfregou nos olhos do homem. Ele mandou o homem ir ao Tanque de Siloé e lavar a pasta de barro de seus olhos, e então ele poderia ver.

É muito significante que, de todos os locais que Jesus poderia enviar o homem para lavar seus olhos, Ele enviou-o para um tanque dentre os muitos de Jerusalém – o tanque de Siloé. Este tanque não era fácil de ir do centro de Jerusalém devido a um monte com uma íngreme descida. Esta era a semana da Festa dos Tabernáculos e, durante esta festa, existia um ritual especial chamado "o derramamento de água". Neste ritual, os sacerdotes marchavam descendo do Templo do Monte para o Tanque de Siloé, enchiam jarros com água do Tanque de Siloé, marchavam de volta para o Templo do Monte, e a água era colocada dentro do Lavador dentro do Complexo do Templo. Isto era seguido por um grande regozijo. Durante a Festa dos Tabernáculos, o tanque principal, que era o centro de atenção Judia, era o Tanque de Siloé, era o único tanque que tinha um grande número de Judeus presentes que poderiam observar esse terceiro milagre exclusivo e identificatório do Messias.

O homem voltou para o Tanque de Siloé, lavou seus olhos, e quando ele os abriu, pela primeira vez em toda sua vida ele estava apto a ver! Todos os presentes, que conheciam aquele homem e sabiam que ele havia nascido cego, criaram uma tremenda agitação. João 9:8-9 registra: Então os vizinhos, e aqueles que dantes tinham visto que era cego, diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava? Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu. Ocorreu muita confusão devido a muitas pessoas reconhecerem-no, porém outros demoraram um pouco de tempo para acreditar que o homem que havia nascido cego estava curado. Eles responderam dizendo, "Não é ele, somente parece com ele". Finalmente o homem disse, "Sou eu". Quando eles finalmente fizeram a pergunta crucial, "Como se te abriram os olhos?" Afinal das contas, isto é um milagre exclusivo e identificatório do Messias.

Sua resposta, no verso onze, foi: Ele respondeu, e disse: O homem chamado Jesus fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao Tanque de Siloé, lava-te. Então fui, e lavei-me, e vi.

Quando perguntaram a ele, "Onde Ele está?" Ele respondeu: "Eu não sei". Lembrem-se, quando Jesus enviou-o ao Tanque de Siloé, o homem estava ainda em estado de cegueira; ele nunca havia visto Jesus. Agora que podia ver, o homem ainda não conhecia quem Jesus era ou como Ele era.

C. O Primeiro Interrogatório do Homem

Na segunda parte, João 9:13-17, o homem é interrogado a primeira vez. Devido ao fato de que este foi um milagre exclusivo e identificatório do Messias, o homem foi levado aos Fariseus para investigação e explanações. Uma vez que Jesus tinha escolhido curar o homem no Sábado, um alvoroço foi criado por parte das massas. Os Fariseus sabiam muito bem que, de alguma maneira, eles deveriam intervir nisto. Como os Fariseus iniciaram o interrogatório para descobrir as circunstâncias da cura desta cegueira de nascença, uma divisão surgiu entre eles.

De acordo com o verso 16a: Então alguns Fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o Sábado.

Devido ao pensamento de que uma cura em um Sábado era uma violação do Sábado, eles não acreditavam que Jesus poderia ser um homem de Deus, muito menos O Homem de Deus, o próprio Messias.

Até mesmo entre os Fariseus, faziam a pergunta do verso 16b: Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais?

Note a ênfase, não somente "fazer sinais", pois falsos profetas podem também realizar sinais, porém "fazer tais sinais" , estes particulares sinais, estes especiais milagres exclusivos e identificatórios do Messias.

Quando eles perguntaram ao homem que nasceu cego e que agora estava curado de sua cegueira qual sua opinião sobre Jesus, o homem simplesmente concluiu que aquele homem pelo menos deveria ser um profeta (v. 17). Contudo, de acordo com o ensinamento Farisaico, embora um profeta estivesse apto a realizar milagres, fizeram, fazer um milagre exclusivo e identificatório do Messias não era prerrogativa de um profeta, porém era prerrogativa somente do Messias.

De qualquer forma o primeiro interrogatório do homem não levou a nenhuma conclusão específica.

D. O Interrogatório dos Pais do cego

Na terceira parte da passagem, João 9:18-22, os pais do cego foram interrogados. Entre os Fariseus, surgiu uma revoltosa sugestão, "Suponha que isto tudo que aconteceu é uma mentira. Somente suponha que o homem nunca nasceu cego e todas estas coisas são um truque." Mas os pais confirmaram duas coisas. Primeiro, que este homem é definitivamente o filho deles e que disto não haja a menor dúvida. Segundo, que eles afirmam que ele nasceu cego. Assim, não havia nenhuma possibilidade, nem mesmo de longe, de que alguém estivesse fingindo, tentando aplicar um truque nos Fariseus. Quando os Fariseus perguntaram aos pais durante o interrogatório se seu filho havia nascido realmente cego, inapto a ver, os pais decidiram não dizer mais nada e mandaram que eles perguntassem diretamente ao filho deles.

A razão de sua relutância está no verso 22: Seus pais disseram isto, porque temiam os Judeus. Porquanto já os Judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga.

Isto já havia sido decretado para qualquer que reconhecesse Jesus como o próprio Messias: eles seriam excomungados da sinagoga. Era óbvio que os pais procuravam crer nEle [no Cristo], e talvez neste ponto até mesmo cressem, mesmo que secretamente, que Ele era o Messias, pois eles viram que Ele não só realizou um milagre exclusivo e identificatório do Messias, mas também realizou esse milagre em seu próprio filho.

No Judaísmo Farisaico, havia três níveis de excomunhão. O primeiro nível era chamado de hezipah, que é simplesmente uma "repreensão" que varia de sete a trinta dias e era meramente disciplinar. E não poderia ser realizada a menos que pronunciada por três rabinos. Este era o menor nível de excomunhão. Um exemplo de hezipah é encontrado em 1 Timóteo 5:1. O segundo nível era chamado de niddui, que significava, "expulsão". Ela poderia ser de no mínimo trinta dias e era disciplinar. Uma niddui deveria ser pronunciada por dez rabinos. Exemplo desse segundo tipo é encontrado em 2 Tessalonicenses 3:14-15 e Tito 3:10. O terceiro era o pior tipo de excomunhão e era chamado de cherem, que significava ser "expulso da sinagoga", ser "colocado para fora da sinagoga e ser separado da comunidade Judaica". O restante dos Judeus consideravam sob o cherem uma ofensa de morte, e nenhum tipo de comunhão ou nenhum tipo de relacionamento poderia ser feito com essa pessoa. Este terceiro tipo é encontrado em 1 Coríntios 5:1-7 e Mateus 18:15-20.

O fato da expressão "fosse expulso da sinagoga" ser usado, fala-nos do nível de excomunhão que os Fariseus escolheram para quem reconhecia Jesus como seu Messias. Esse era o terceiro e mais severo nível, o cherem – ser expulso da sinagoga, ser colocado para fora, ser considerado como morto. Portanto, os Fariseus estavam agora tratando um Judeu crente – não somente como repreensível ou como expulso temporariamente – porém passível de expulsão permanentemente. Devido a seus pais saberem deste decreto Farisaico em relação à Jesus, o terceiro nível de excomunhão, eles escolheram não tecer mais comentários, exceto afirmar estas duas coisas: que ele era seu filho, e que ele havia nascido cego.

Portanto, a interrogação dos pais, como na primeira interrogação do homem, também finalizou-se inconclusiva.

E. O Segundo Interrogatório do Homem nascido cego

O quarto segmento deste capítulo, João 9:23-34, registra o segundo interrogatório do homem que nasceu cego. Durante este interrogatório os Fariseus iniciam a perda de seu senso de lógica.

Eles chamam o ex-cego uma segunda vez no verso 24 e dizem: ... Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador.

Notem quão ilógico é essa afirmação. "Louve ao Senhor!" eles dizem, "porque nós sabemos que este homem, Jesus, é um pecador." Porém nunca ninguém sai por ai dizendo, "Louve ao Senhor! Nós sabemos que pessoas deste tipo são pecadores." Isto não é algo para louvar a Deus. É algo triste quando pessoas cometem atos específicos de pecado. Porém os Fariseus estavam tão fora de si por conta de Jesus que eles não eram capazes de pensar claramente ou pensar de uma maneira lógica.

Neste ponto, o homem que tinha sido curado era capaz de ter calma e de ainda exercer algum grau de controle. Ele disse no verso 25: … Se é pecador, não sei; uma coisa sei, é que, havendo eu sido cego, agora vejo.

A declaração feita pelo homem não foi uma simples declaração de um fato; foi um desafio para os Fariseus, algo que eles tinham que responder. O que ele estava dizendo para eles nas entrelinhas era, "Eu era um homem que nasci cego, e não simplesmente um homem que me tornei cego depois de anos enxergando normalmente. Vocês são pessoas que disseram-me que somente o Messias poderia realizar a cura de alguém que nasceu cego. Eu nasci cego. Um homem chamado Jesus realizou essa tal cura em mim. De acordo com a teologia que vocês me ensinaram, Eu deveria pensar que vocês iriam proclamar- Lo o Messias de Israel. Em vez disso, vocês O chamam de pecador. Se Ele é ou não um pecador, eu não sei. Uma coisa eu sei: Eu era cego, agora eu vejo. Por favor expliquem-me isso."

Nos versos 26-27, os Fariseus aceitaram o desafio e questionaram, "Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?" (v. 26).

O homem já havia explicado isso aos Fariseus mais de uma vez, porém, no verso 27, ele respondeu aos Fariseus, Já vo-lo disse, (isto é, "que pergunta estranha! eu já disse isso a vocês!") e não ouviste; (isto é, "vocês não escutaram? Não querem entender?") para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós porventura fazer-vos também discípulos dEle?

Sem dúvida, isto não era uma coisa muito esperta para se dizer aos Fariseus, "Quereis vós porventura fazer-vos também discípulos dEle?" Isto era a última coisa na qual eles estavam interessados. Neste ponto, o homem estava sendo estratégico.

Eles replicaram desta maneira em João 9:28-29: Então o injuriaram, e disseram: Discípulo dele sejas tu; nós, porém somos discípulos de Moisés. Nós também sabemos que Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é.

Os Fariseus começaram a verbalmente ofender o homem. Eles o cutucaram ironicamente. Eles obviamente viram que o homem não estava muito persuadido a aceitar a alegação deles de que Jesus era um pecador. Eles desistiram do homem deixando-o para Jesus e disseram, "Bem, você pode ir e ser seu discípulo, porém nós somos discípulos de Moisés. Quanto a Moisés, sabemos que Deus falou com ele. Quanto a Jesus, porém nós não sabemos quem é este homem e nem de onde veio." A implicação era de que Deus não tinha falado com Jesus, então ser discípulo de Moisés era superior a ser discípulo de Jesus.

Porém o homem não ficou em silêncio. No verso 30, ele deu sua resposta então: … Nisto, pois, está a maravilha, que vós não saibais de onde ele é, e contudo me abrisse os olhos.

"Vocês são os líderes religiosos de Israel. Vocês ensinaram-me que somente o Messias poderia fazer-me ver. Agora eu vejo, e vocês não podem explicar isso para mim, vocês que são os líderes religiosos do povo de Israel."

Ele prosseguiu, relembrando-os de sua própria teologia nos versos 31-32: Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve. Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença.

Existiam registros de cura de pessoas que tinham ficado cegas após seus nascimentos, porém nenhum registro de pessoas que eram cegas de nascença e depois foram curadas. Este era um milagre exclusivo e identificatório do Messias, e pela primeira vez em toda a história humana, este milagre exclusivo e identificatório do Messias foi feito. O homem (ex-cego) simplesmente disse para os Fariseus que eles não tinham base ou fundamento para rejeitar Jesus como o Messias.

A resposta dos Fariseus está no verso 34: Tu és nascido todo em pecados, e nos ensinas a nós?

"Tu és nascido todo em pecados." Por que eles disseram isto? Porque na teologia Farisaica quando alguém nascia cego, nascia desta maneira por conta de alguns pecados específicos, quer cometidos pelo indivíduo enquanto no útero de sua mãe, quer pelos seus pais. Então eles disseram, "Você nasceu em pecado. Nós não, por que nós não nascemos cegos."

Então no verso 34 lê-se: E expulsaram-no.

O "expulsaram-no" neste verso é o mesmo "expulsaram-no" no verso 22, que significa, "ser colocado para fora da sinagoga." O homem foi excomungado.

F. A Cura Espiritual

O quinto e último segmento deste capítulo, João 9:35-41, registra sua cura espiritual. Jesus ouviu o que aconteceu, que o homem tinha sido expulso da sinagoga. No verso 35, Jesus aproximou-se do homem e falou-lhe: … Crês tu no Filho de Deus?

No verso 36, o homem responde:

… Quem é ele, Senhor, para que nele creia?

Lembre-se que o homem não tinha anteriormente visto Jesus portanto, não podia reconhecer Seu rosto.

Sua resposta está nos versos 37-38: E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. Ele disse. Creio Senhor. E o adorou.

O homem viu Jesus e o adorou. Adorar um homem era reconhecer que ele era Deus também. O homem que anteriormente fora cego teve sua cura espiritual.

Resumindo: O resultado do primeiro milagre exclusivo e identificatório do Messias fez começar uma intensiva investigação da Ministério de Jesus, se era o de o prometido Messias. O resultado do segundo milagre exclusivo e identificatório do Messias foi o decreto de que Jesus não era o Messias, e a base do decreto foi alegação de que era uma possessão demoníaca. A resposta da liderança para o terceiro milagre exclusivo e identificatório do Messias foi que se alguém creditasse à Jesus como seu Messias seria colocado para fora da sinagoga.

Fonte: Arnold Fruchtenbaum - Tradutor: Cristiano Quaresma da Silva, dez.2013.