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“OS TRABALHADORES NA VINHA” - parte 02

Mateus 20:1-16

Na última vez que meditamos sobre esta parábola, vimos que:
- O “Proprietário” da vinha é Deus e
- Os “trabalhadores” são os que aceitam o chamado de trabalharem para o “Dono” da vinha.
- A “vinha” é o Reino dos Céus.
- O “salário” de cada um representa a “vida eterna” ou a salvação.
- O “administrador” da vinha é Cristo, pois Ele será o grande Juiz.

Nós falamos do pedido da mãe de João e Tiago, que queria um lugar de destaque no Céu e pediu que Jesus lhe “prometesse” isso, porquanto eles deixaram tudo para segui-Lo. _ 20 Então, aproximou-se de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e, prostrando-se, fez-lhe um pedido. 21 "O que você quer? ", perguntou ele. Ela respondeu: "DECLARA que no teu Reino estes meus dois filhos se assentarão um à tua direita e o outro à tua esquerda". (Mt.20:20,21 NVI)

Jesus não é injusto e o Céu não está à venda e nem se entra nele por pedido ou decreto, mas ele é dado pela graça de Deus a todos os que o Pai chama e esses devem se manter firmes na fé até o fim de suas vidas nesta terra.

Hoje, eu quero mostrar a vocês alguns princípios importantes, que estão nesta parábola e que encontram respaldo noutras passagens das Escrituras Sagradas.

1. É Deus Quem toma a decisão de chamar as pessoas para serem salvas. (20:1)

Embora a decisão de seguir a Cristo seja nossa, a salvação não é uma resolução humana, mas Divina. Deus nos chama e nós decidimos se queremos ou não o Seu chamado. Além do mais, é Cristo o Autor e o Consumador da nossa fé. _ Tendo os olhos fitos em Jesus, AUTOR E CONSUMADOR DA NOSSA FÉ. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus. (Hb.12:2 NVI)

Jesus é o “Causador” ou “Fundador” de algo que não poderíamos gerar, ou seja, a nossa fé. Espiritualmente, nós nos encontrávamos devastados e foi sobre a nossa ruína interior, que Jesus iniciou essa fé maravilhosa que hoje professamos. No entanto, Ele não é apenas o Fundador dessa fé em nosso espírito, mas Aquele que trabalha para que ela seja forte e em cooperação com Cristo, cremos que Ele consumará essa fé, que culminará na salvação eterna.

Por estarmos espiritualmente mortos por conta dos nossos pecados, nós não buscaríamos a Deus para sermos resgatados de uma vida mundana, mas foi o próprio Senhor que tomou a iniciativa de nos amar e nos chamar a uma vida de comunhão com Ele. _ Nós amamos porque ele nos amou primeiro. (1 Jo.4:19 NVI) Ele tomou a iniciativa de se autorrevelar a cada um de nós.

2. É Deus Quem estabelece as condições da salvação. (20:2,4)

Um preço foi estabelecido àqueles a quem o “dono da vinha” chamou primeiro, ou seja, um denário pelo dia de trabalho. (20:2) Aos que a seguir foram chamados, ele prometeu que receberiam “um salário justo”. (20:4)

Lembremo-nos que no capítulo dezenove de Mateus, Jesus estabeleceu o preço para que o jovem rico fosse salvo e ele não aceitou os termos do Senhor. O princípio a ser aprendido é que os que são salvos são os que não impõem seus termos pessoais a Deus, mas aceitam as condições que Ele estabelece.

3. Deus ainda continua chamando pessoas para serem salvas. (20:2,5)

Essa verdade pode ser vista na atitude do proprietário da vinha, que volta à praça “várias vezes no dia”, a fim de chamar trabalhadores para a sua vinha. Por que Deus insiste em chamar pessoas? Jesus disse certa vez aos Seus discípulos: _ 36 Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. 37 Então disse aos seus discípulos: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 PEÇAM, pois, ao Senhor da seara QUE ENVIE trabalhadores para a sua seara. (Mt.9:36-38 NVI)

Jesus teve pena das pessoas por não terem uma liderança que lhes ensinasse um caminho espiritual sólido e verdadeiro. Jesus fala da necessidade de trabalhadores e Ele aconselha os Seus discípulos que clamassem a Deus, a fim de que “Ele enviasse” mais trabalhadores para o Seu Reino. A ideia é que devemos “clamar ardentemente”, para que Deus “force” corações humanos a uma disposição de trabalharem pelo Reino.

Infelizmente, pouco se vê o pedido do nosso Mestre sendo praticado em nossos dias. A razão disso é que descaracterizamos o Evangelho de Cristo e só o apresentamos como uma tábua de salvação e solução para problemas financeiros e emocionais. Não nos preocupamos se estamos atingindo as metas espirituais e se temos sido ou não instrumentos nas mãos de Deus, para que mais pessoas O reconheçam como SENHOR e recebam a Sua salvação.

Nós precisamos entender que o chamado Divino envolve “fé e trabalho espiritual”. Jesus disse: _ 4 ENQUANTO É DIA, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A NOITE SE APROXIMA, quando ninguém pode trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. (Jo.9:4,5 NVI) A palavra “dia” no texto bíblico, representa o período de tempo que Jesus, como a Luz neste mundo, ainda está atuando, pois chegará o tempo em que Deus não chamará mais as pessoas, porque não haverá mais razões do trabalho evangelístico, discipulado e integração de pessoas na Igreja.

4. Todos os que têm um verdadeiro chamado Divino, trabalham para Ele.

Nós devemos crer que o homem é salvo tanto pelo que crê como pelo que faz. Não estou dizendo que a salvação é pelas obras, mas que aquele que diz ter fé as produz, porque a fé sem obras é morta. Tiago diz: _ Assim, vocês vêem que a pessoa é aceita por Deus por meio das suas ações e não somente pela fé. (Tg.2:24 NTLH) Tiago ainda diz: _ Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta. (Tg.2:17 NTLH)

5. Deus usa de misericórdia para com aquele que reconhece a sua necessidade Dele.

(20:7)
Repare no tom de tristeza daqueles trabalhadores, ao dizerem que ninguém os havia contratado para trabalhar. Eles demonstraram sua necessidade. Deus não chama pessoas autossuficientes ou que sentem estar satisfeitas consigo mesmas.

Por essa razão, Jesus disse: _ Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus. (Mt.5:3 NVI) Abençoados são aqueles que reconhecem a sua carência da vida Divina. Os pobres em espírito são os que reconhecem não haver riqueza espiritual no íntimo de seu ser.

Em primeiro lugar, perceber a carência de Deus é necessário, mas Jesus disse ainda: _ Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos. (Mt.5:6 NVI) Abençoados são aqueles que têm fome e sede de uma vida que agrada a Deus e essa vida envolve fé e trabalho espiritual, para que Deus manifeste a Sua glória ou Seu pleno poder. Aqueles que reconhecem essa necessidade receberão a promessa Divina de ficarem satisfeitos.

6. Deus sempre dá o que promete e até mais do que a pessoa merece.

Ninguém merece a vida eterna, mas Deus a dá a todos os que crêem. Tudo o que recebemos de Deus é bênção imerecida. Nós não podemos imaginar como será a vida eterna, mas a antevemos como um lugar de muitas delícias, que superam os nossos sonhos!

Paulo disse: _ Todavia, como está escrito: Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam. (1 Co.2:9 NVI) Nós sabemos dessas coisas, porque o Espírito de Deus que habita em nós nos diz que será assim! A graça de Deus é abundante e por mais que a experimentemos, jamais poderemos descrevê-la!

Colaborador: REVERENDO, Pr. WALTER DE LIMA FILHO